Aberto
No mar aberto
Entregue ao vento
É tão incerto
Este momento
No mar invade
Também sou água
Por mais que arda
Que me carregue
No mar que cega
Esses olhos secos
E que me pega
Os escuros becos
No mar ressaca
Rebentação
Que me ataca
E eu sem reação
No mar salgado
Uma calmaria
Que me invadia
Por todo lado
No mar valente
Com sol a pino
A pele sente
O prazer divino
De estar presente
Em um destino
Inebriante
Mar cristalino
Barco à deriva
Da nossa mente
Fico ciente
De que estou viva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário