domingo, 30 de setembro de 2018

Aberto

No mar aberto
Entregue ao vento
É tão incerto
Este momento

No mar invade
Também sou água
Por mais que arda
Que me carregue

No mar que cega
Esses olhos secos
E que me pega
Os escuros becos

No mar ressaca
Rebentação
Que me ataca
E eu sem reação

No mar salgado
Uma calmaria
Que me invadia
Por todo lado

No mar valente
Com sol a pino
A pele sente
O prazer divino

De estar presente
Em um destino
Inebriante
Mar cristalino

Barco à deriva
Da nossa mente
Fico ciente
De que estou viva.




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