A-Professor, o que é pra fazer ?
P- O senhor sabe ler?
A- Sei.
P- Então o faça.
A- Mas não tem nada aqui.
P- Exato!
A- Me desculpe, professor, mas o senhor está sendo muito subjetivo
P- Obrigado.
A- Acho que não entendeu, não foi um elogio.
P- Importa?
A- Não! Claro que não.
P- Vou te dar um 9.
A- Tudo isso? Mas eu nem comecei.
P- Está indo por um bom caminho.
A- Estou muito confuso.
P- É mesmo?
A- Confesso que não entendi nada.
P- Bravo!!! Bravo, meu rapaz. Eu me precipitei. Sua nota é 10.
A- 10? Obrigado.
P- Hmmm... agora você entendeu ou apenas se conformou?
A- Ainda não entendi, mas fiquei feliz pela nota.
P- E você acha isso certo?
A- Não sei se é certo mas também não é errado, creio eu.
P- Querer um bom resultado é natural, mas você precisa levar em conta o processo.
A- O senhor tem razão. (Após um longo período de reflexão, o aluno volta a perguntar) Afinal, o que é pra fazer?
P- Ah! Fique tranquilo, garoto. A sua nota está intacta.
A- Mas eu gostaria de poder fazer algo.
P- Eu sei que sim. Eu também, amiguinho. Eu também.