terça-feira, 4 de agosto de 2020

O enunciado



A-Professor, o que é pra fazer ?


P- O senhor sabe ler? 


A- Sei. 


P- Então o faça. 


A- Mas não tem nada aqui. 


P- Exato!


A- Me desculpe, professor, mas o senhor está sendo muito subjetivo 


P- Obrigado. 


A- Acho que não entendeu, não foi um elogio. 


P- Importa? 


A- Não! Claro que não. 


P- Vou te dar um 9. 


A- Tudo isso? Mas eu nem comecei. 


P- Está indo por um bom caminho. 


A- Estou muito confuso. 


P- É mesmo? 


A- Confesso que não entendi nada. 


P- Bravo!!! Bravo, meu rapaz. Eu me precipitei. Sua nota é 10.


A- 10? Obrigado. 


P- Hmmm... agora você entendeu ou apenas se conformou? 


A- Ainda não entendi, mas fiquei feliz pela nota. 


P- E você acha isso certo? 


A- Não sei se é certo mas também não é errado, creio eu. 


P- Querer um bom resultado é natural, mas você precisa levar em conta o processo. 


A- O senhor tem razão. (Após um longo período de reflexão, o aluno volta a perguntar)  Afinal, o que é pra fazer? 


P- Ah! Fique tranquilo, garoto. A sua nota está intacta. 


A- Mas eu gostaria de poder fazer algo. 


P- Eu sei que sim. Eu também, amiguinho. Eu também. 


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