O mito da inteligência emocional
Todos dizem que quociente intelectual é intelecto e quociente emocional é inteligência “sentimental”. Balela! É intelectual quem não luta pra sobreviver? Sob a lógica animal o instinto diz que sobrevive quem é fisicamente mais forte. Com os humanos então é diferente? Não é. O fraco fisicamente que sobrevive é o maior dos inteligentes porque sobreviveu com a força de sua mente. Autocontrole é uma arma poderosíssima. Inteligência emocional continua sendo a única forma de se manter vivo, ainda que o QI seja o único aceito pela academia. Então a academia está certa? Não. Em momentos de crise, como esse, é mais forte quem ousa sobreviver. Aos medos, às fake news, às pressões, ao medo de quebrar. Só sobrevive quem é forte o suficiente pra existir em situações adversas. E isso é muito mais do que um livro pode ensinar.
"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas." Clarice Lispector
sábado, 28 de março de 2020
sexta-feira, 27 de março de 2020
Não se monte no pseudo.
Não se monte. No pseudo. Intelectual, cult, artista. Pseudo ou semi. Semi-conhecido, semi-nu. Não é que seja feio ser sub. Celebridade. Pode ser. Seja tudo. Isso. Sem reforçar. Se montar na imagem do sub é duro. Osso, isso. No mundo tem aos montes. Ironicamente se tornam maiores os que sabem disso. Não se fazem nisso. Rir de si. Essencial. Esquecer dos outros. Dádiva. Apontar o equívoco sendo o equivocado. Mole. Esquivar-se da própria insignificância. Infantil. Não é brincadeira, eu já vi. Conheço aquele produtor de elenco, agora vou ironizar os artistas que não são amigos dele. Conheço esse livro, agora vou menosprezar o leitor voraz que não o leu. Conheço aquela música, portanto, vou questionar o ouvido absoluto daquele que não a ouviu. Quem não reconhece a síndrome dos pequenos poderes jamais será capaz de combater os grandes.
Como você escolheu amadurecer? Meus últimos meses na casa dos 20 têm sido em #Quarentena. Mas o que isso significa? Acho que pode ser mais uma prova de que os 20’s nunca foram a minha idade. A proximidade dos 30 está me fazendo mais viva, firme, completa e tranquila do que nunca. Acho que não me sinto tão próxima a mim desde os 18 anos. Escrever se tornou uma prisão, no entanto. Não consigo me concentrar em meus afazeres se um texto salta e decide tomar todo o espaço. Por isso, estou aqui. A vida tem ciclos e, talvez, seja bom estar me despedindo dessa década assim. Confinada. Os últimos 10 anos da minha vida foram intensos e confusos. Aprendi muito mas descobri que tem algo em mim que não pode ser mudado. Ou melhor, que eu não quero mudar. Tudo bem querer se segurar em certas coisas também. Não há mal nisso, eu aprendi. E venho crescendo muito nesses últimos anos, bastante nesse último mês. Crescer na maturidade tem a ver com se recolher. Com o tempo, a gente percebe que não cresce quem se infla. Não é sem razão que outro dia me peguei pensando em modelos diferentes de amadurecimento.
Sabe? Eu acho que gosto disso. Penso que finalmente estou entrando onde eu sempre quis estar. Mas não me iludo, ainda há muito por vir. Eu acredito. Não creio que será possível agora, mas a meta é clara: nas próximas décadas continuarei treinando para alcançar uma feição que imprima o nível de desprezo da Bette Davis.
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