O amor, que é lírico;
Merece um sujeito poético.
"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas." Clarice Lispector
segunda-feira, 12 de junho de 2017
domingo, 11 de junho de 2017
Eis que surge, afinal, um ideal coletivo
Ativo pra quem não quer e não sabe se pensa sozinho
Caminho, me encanto, te olho e sempre fui muito inventivo
Meu erro na vida é não conseguir apontar o vizinho(?)
Se a empatia consegue ser bem promovida na vida
Vivida da forma mais singela do dia
Adio a briga nos dias mais difíceis de lida
Se não me entrego, de noite me chamam vadia.
Repasso a frase às vezes mantendo a simetria
Se perco, tento ver algum sopro divino no ato
Relembro, de novo, que mesmo lendo a melhor poesia
Sabia que nada é perfeito, por mais que se queira, de fato.
Ativo pra quem não quer e não sabe se pensa sozinho
Caminho, me encanto, te olho e sempre fui muito inventivo
Meu erro na vida é não conseguir apontar o vizinho(?)
Se a empatia consegue ser bem promovida na vida
Vivida da forma mais singela do dia
Adio a briga nos dias mais difíceis de lida
Se não me entrego, de noite me chamam vadia.
Repasso a frase às vezes mantendo a simetria
Se perco, tento ver algum sopro divino no ato
Relembro, de novo, que mesmo lendo a melhor poesia
Sabia que nada é perfeito, por mais que se queira, de fato.
Me roubam os versos, as palavras, as ideias, me roubam as colmeias, o plantio, a colheita, me roubam toda a seita, as angústias, os anseios, me roubam devaneios, os perigos, os cabelos, me roubam pesadelos, os consolos, os sentidos, me roubam os ouvidos, os afagos, os amantes, me roubam o sussurro, o grito e a laringe, me roubam a esfinge, a morte, a saída, me roubam a idade, o veto, o aposento, me roubam meu sustento, a sesta, a sina, me roubam a menina, a vodka, o recomeço, me roubam o apresso, a sala, a descoberta, me roubam também a mala, o desencontro, a garagem, me roubam a imagem, o toque, o canto, me roubam o encanto, o momento, o presente mas me roubam tão somente o que são capazes de roubar. O que há de mim pra mim, não me roubam.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Versos Ínfimos (versão de "Versos Íntimos" - Augusto dos Anjos)
Vês! Eu assisti ao formidável
Enterro de minha última mazela
Somente a intuição - essa janela -
Foi minha companheira inevitável!
Acostumo-me ao canto da espera!
O homem que dessa terra miserável,
Fez-me pantera, sente indizível
Necessidade de também ser fera
Toma um trago. Despende teu escárnio.
Não seja amigo só no infortúnio.
O olho ignora mas o corpo graceja
Se por tesão ou por pena me afaga
Se o cigarro é seu ego viril, só me traga
Esse olhar que percebo febril e me beija.
Vês! Eu assisti ao formidável
Enterro de minha última mazela
Somente a intuição - essa janela -
Foi minha companheira inevitável!
Acostumo-me ao canto da espera!
O homem que dessa terra miserável,
Fez-me pantera, sente indizível
Necessidade de também ser fera
Toma um trago. Despende teu escárnio.
Não seja amigo só no infortúnio.
O olho ignora mas o corpo graceja
Se por tesão ou por pena me afaga
Se o cigarro é seu ego viril, só me traga
Esse olhar que percebo febril e me beija.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
"Se você está com poemas sérios;
não sabe lidar com os poemas!
Poema pode ser leve.
Se o poema é sério, não é poema meu.
O meu poema é ver poema onde não tem.
Tem gente que não tem poema mas não pára de procurar.
É poema pra lá. É poema pra cá.
É tanto poema que eu não sei mais como contar.
Quer saber? Isso também é poema seu."
não sabe lidar com os poemas!
Poema pode ser leve.
Se o poema é sério, não é poema meu.
O meu poema é ver poema onde não tem.
Tem gente que não tem poema mas não pára de procurar.
É poema pra lá. É poema pra cá.
É tanto poema que eu não sei mais como contar.
Quer saber? Isso também é poema seu."
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