"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas." Clarice Lispector
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Brinde a sorte da outra na primeira troca
Na revolta do amanhecer, sem cais
Pesque de volta que o anzol te levou
De volta, mas amou
Se sabe da tristeza, encare a sutileza e transborda.
Sorte é não manter o preço do seu medo
Claro que viver também tem seu enredo
E se algo de fato tende a ser segredo
Deixa o escuro dentro de amanhã
Dentro da manhã
Amanhã será de novo um novo dia
Espera e encontra a pressa da rebeldia
Encontra de lado a formula, sabedoria
Mantém quem te faz refém dessa letargia
Melancolia vem pra quem teve medo
Não se sujar é não usar o brinquedo
Mira na morte e foca no desapego
Se eu te perder encontro outro aconchego.
É Par.
Paraliso com a ação
Paralisada pelo caos de paralisar
Pára, alisa, revolve a canção
Pare e pense na precisão
Por alisar meu ser
Por manter-me além
Da paralisação, do não
Mantem tudo o que está
Paralisa pra continuar
Mantém a paralisação
Para manter na manutenção
De paralisar sem pressa de chegar
Sem medo de parafrasear
Paralisado parafraseando o andar
Andar de cima de quem não tem chão
Andar de salto no furação
Ondas de volta que me convém
Onde a revolta me faz refém
Pára e avisa pra mais alguém
Se é pra rir do novo nascer
Não sei só ir e empobrecer.
Assinar:
Postagens (Atom)