domingo, 25 de novembro de 2018

Não há de ser 

Não há de ser pecado esse amor delicado
Esse beijo gostoso 
O desejo falado 
E a certeza do gozo
Não há de ser 
Não há de ser pecado se estamos juntos 
E nos amamos de verdade 
Nos escolhemos entre muitos 
Sem pensar em liberdade 
Não há de ser 
Não há de ser pecado a oração do corpo 
Esse tesão que é real 
O revelar do tempo 
Que nos mostra carnal 
Não há de ser 
Não há de ser pecado teu carinho forte 
Se mostrou amigo 
Se entrega a sorte 
E eu me torno abrigo 
Porque nesse corte 
Não há mais perigo 
Então me transporte 
Para o seu umbigo
E me dê suporte 
Que eu irei contigo
Nesse movimento 
Que agora é uno 
O meu sentimento 
Quase inoportuno 
É nesse momento 
Que eu me consumo 
Em um ato certo 
Estamos no rumo 
Da nossa maneira de estar mais perto. 




domingo, 4 de novembro de 2018

Me joguei no caos 
E roguei 
Por dias que não fossem mais 
Reais 
Rasguei momentos maus 
E tais 
Sem sal ou algo ardil 
Num cais 
Sutil 
Canais de ondas vis 
Febris rivais 
Em ventos irreais 
O canto
Ouvi 
Jogada nos corais 
Cores 
Do mar
Os sons dos teus sinais
São sós 
Comuns 
Lembrei de ver alguns 
Nervos 
Nadei 
De dia me banhei 
E ri 

Do sol.