Não pertenço desde sempre
E sei que não fiz mesmo parte
E esse fluxo se cumpre
Como se eu fosse de marte
Não me adapto e me estranham
Quanto a rejeição alheia
Se um deles me odeia
Se me ferem ou se me arranham
Ou se o sujeito chateia
Amortecem os que me amam
Como reação em cadeia
Para longe eles me chamam
Mas a sensação continua
Como se eu fosse uma questão
Como se todos me vissem nua
Na rua da condenação
Aquele que por fim me julga
Sem saber como eu sou
É nova lei que se promulga
De excluir quem se calou
Quem não soube se defender
Porque jamais imaginou
Que quem quer me repreender
É quem na face me beijou.
"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas." Clarice Lispector
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
domingo, 28 de janeiro de 2018
Está querendo me olhar? Pode, sim.
Me olhar não te tira pedaço.
Está querendo me amar? Pode, sim.
Se quiser eu até te abraço.
Está querendo cantar? Pode, sim.
Bato palma e balanço meu braço.
Está querendo flertar? Pode, sim.
Correspondo se sou a primeira.
Está querendo beijar? Pode, não!
Estou curtindo demais ser solteira.
Me olhar não te tira pedaço.
Está querendo me amar? Pode, sim.
Se quiser eu até te abraço.
Está querendo cantar? Pode, sim.
Bato palma e balanço meu braço.
Está querendo flertar? Pode, sim.
Correspondo se sou a primeira.
Está querendo beijar? Pode, não!
Estou curtindo demais ser solteira.
Universo paralelo é a universidade
Traço um paralelo entre nós
Meu destino foi traçado pela idade
Nó atado, artista sem voz
Paralelamente meu destino
Atrelados nos despedimos
E pedimos
Nos despimos
Nus mantemos distância
E juntas nós duas sorrimos
Eu adulta e eu criança
Me lembro da minha infância
Em sonhos nós nos unimos
N'uma espécie de aliança
Como se fosse o destino
Querendo esse reencontro
Recorro ao Jesus menino
Pra pedir por segurança
Dentro desse antro
Onde vive o sentimento
Invento outro motivo
Pra voltar ao argumento
De que a arte me mantém vivo
E a poesia é alimento.
Traço um paralelo entre nós
Meu destino foi traçado pela idade
Nó atado, artista sem voz
Paralelamente meu destino
Atrelados nos despedimos
E pedimos
Nos despimos
Nus mantemos distância
E juntas nós duas sorrimos
Eu adulta e eu criança
Me lembro da minha infância
Em sonhos nós nos unimos
N'uma espécie de aliança
Como se fosse o destino
Querendo esse reencontro
Recorro ao Jesus menino
Pra pedir por segurança
Dentro desse antro
Onde vive o sentimento
Invento outro motivo
Pra voltar ao argumento
De que a arte me mantém vivo
E a poesia é alimento.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Conjugação de amor em erro (poema de bêbado)
Te amo, é verdade não sei mais o que fazer
Eu devia mentir, mas invade, não posso mais te esquecer
Te amo assim sem vontade sem, de fato, te merecer
De tanto amar sem alarde não vou sobreviver
De tanto amar tô perdida, falida e não consigo fingir
De te desejar tão bandida, despida não posso mais reagir
Despir de alma é mais grave se não posso mais me vestir
De falsidade na tarde que te convidei pra fugir
Do seu lugar vem mais tarde
Pra viver mais perto de mim
E como quem arde, rasguei o que sobrava no fim
Pra quem percebeu que é covarde dizer que não é certo assim.
Te amo, é verdade não sei mais o que fazer
Eu devia mentir, mas invade, não posso mais te esquecer
Te amo assim sem vontade sem, de fato, te merecer
De tanto amar sem alarde não vou sobreviver
De tanto amar tô perdida, falida e não consigo fingir
De te desejar tão bandida, despida não posso mais reagir
Despir de alma é mais grave se não posso mais me vestir
De falsidade na tarde que te convidei pra fugir
Do seu lugar vem mais tarde
Pra viver mais perto de mim
E como quem arde, rasguei o que sobrava no fim
Pra quem percebeu que é covarde dizer que não é certo assim.
Te olho e sorrio sempre
Meu passado é sorridente
Às vezes penso sobre a gente
Às vezes ouço sua mente
Às vezes te sinto presente
Te olho e seu olhar me supre
Te olho e me vejo de novo
Meu olhar não é isento
Às vezes penso sobre o vento
Às vezes acho que é momento
Às vezes sinto que é o tempo
Te olho e sempre me comovo
Te olho e vejo meu passado
Seu olhar não é o mesmo
Às vezes penso que anda a esmo
Às vezes acho que é sagrado
Às vezes sinto o egoísmo
Te olho e sempre estou calado
Olhar de um passado amado
Que hoje é só um velho abismo
Meu passado é sorridente
Às vezes penso sobre a gente
Às vezes ouço sua mente
Às vezes te sinto presente
Te olho e seu olhar me supre
Te olho e me vejo de novo
Meu olhar não é isento
Às vezes penso sobre o vento
Às vezes acho que é momento
Às vezes sinto que é o tempo
Te olho e sempre me comovo
Te olho e vejo meu passado
Seu olhar não é o mesmo
Às vezes penso que anda a esmo
Às vezes acho que é sagrado
Às vezes sinto o egoísmo
Te olho e sempre estou calado
Olhar de um passado amado
Que hoje é só um velho abismo
Não me venha com modernidade
Eu sou mesmo "démodé"
Poderia culpar minha idade
Mas isso sempre me deixou "blasé"
Não me venha com modernidade
Sou assim porque escolhi
Não me encanta a frivolidade
Desde sempre eu assumi
Não me venha com modernidade
Estou cansada de dizer não
E toda essa superficialidade
Só me faz abrir mais mão
Não me venha com modernidade
Nasci e fui feita pra me entregar
Alguns chamam de enfermidade
Esse eterno vicio em amar
Não me venha com modernidade
Sou amante à "moda antiga"
Já que hoje a profundidade
É sempre mal recebida
Se seu cortejo não me invade
Se me preza como amiga
Não me venha com modernidade
Compreenda a discrição
E perceba que uma tarde
De conversa sem pretenção
É bem mais atraente
Bem mais cativante
Sem piada indecente
Sem insinuação
Não me venha com modernidade
Me ensine a dançar sua dança
Só me interesso pela verdade
Se não há conquista, me cansa.
Eu sou mesmo "démodé"
Poderia culpar minha idade
Mas isso sempre me deixou "blasé"
Não me venha com modernidade
Sou assim porque escolhi
Não me encanta a frivolidade
Desde sempre eu assumi
Não me venha com modernidade
Estou cansada de dizer não
E toda essa superficialidade
Só me faz abrir mais mão
Não me venha com modernidade
Nasci e fui feita pra me entregar
Alguns chamam de enfermidade
Esse eterno vicio em amar
Não me venha com modernidade
Sou amante à "moda antiga"
Já que hoje a profundidade
É sempre mal recebida
Se seu cortejo não me invade
Se me preza como amiga
Não me venha com modernidade
Compreenda a discrição
E perceba que uma tarde
De conversa sem pretenção
É bem mais atraente
Bem mais cativante
Sem piada indecente
Sem insinuação
Não me venha com modernidade
Me ensine a dançar sua dança
Só me interesso pela verdade
Se não há conquista, me cansa.
Desculpe, loirinho! Você é lindo, charmoso, mas não foi feito pra mim.
Sei que me chama, procura e até clama mas é que eu sou assim.
Desculpe, loirinho! Você brilha mas é que eu sou desse jeito.
Pra mim, você é anjo e enfeite de camarim mas não entrou no meu peito.
Não serve para romance, nem beijo, te vejo quase como um manequim.
Sei que tem sentimentos, sorrisos, momentos e lembranças de amor
E mesmo de longe consigo, de fato, reconhecer seu valor.
Mas é que desejo e química são bases que importam no fim
E quando te vejo, meus olhos são de quem está vendo um querubim.
Sei que me chama, procura e até clama mas é que eu sou assim.
Desculpe, loirinho! Você brilha mas é que eu sou desse jeito.
Pra mim, você é anjo e enfeite de camarim mas não entrou no meu peito.
Não serve para romance, nem beijo, te vejo quase como um manequim.
Sei que tem sentimentos, sorrisos, momentos e lembranças de amor
E mesmo de longe consigo, de fato, reconhecer seu valor.
Mas é que desejo e química são bases que importam no fim
E quando te vejo, meus olhos são de quem está vendo um querubim.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
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