Eu sou mesmo "démodé"
Poderia culpar minha idade
Mas isso sempre me deixou "blasé"
Não me venha com modernidade
Sou assim porque escolhi
Não me encanta a frivolidade
Desde sempre eu assumi
Não me venha com modernidade
Estou cansada de dizer não
E toda essa superficialidade
Só me faz abrir mais mão
Não me venha com modernidade
Nasci e fui feita pra me entregar
Alguns chamam de enfermidade
Esse eterno vicio em amar
Não me venha com modernidade
Sou amante à "moda antiga"
Já que hoje a profundidade
É sempre mal recebida
Se seu cortejo não me invade
Se me preza como amiga
Não me venha com modernidade
Compreenda a discrição
E perceba que uma tarde
De conversa sem pretenção
É bem mais atraente
Bem mais cativante
Sem piada indecente
Sem insinuação
Não me venha com modernidade
Me ensine a dançar sua dança
Só me interesso pela verdade
Se não há conquista, me cansa.
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