sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Não me venha com modernidade
Eu sou mesmo "démodé"
Poderia culpar minha idade
Mas isso sempre me deixou "blasé"
Não me venha com modernidade
Sou assim porque escolhi
Não me encanta a frivolidade
Desde sempre eu assumi
Não me venha com modernidade
Estou cansada de dizer não
E toda essa superficialidade
Só me faz abrir mais mão
Não me venha com modernidade
Nasci e fui feita pra me entregar
Alguns chamam de enfermidade
Esse eterno vicio em amar
Não me venha com modernidade
Sou amante à "moda antiga"
Já que hoje a profundidade
É sempre mal recebida
Se seu cortejo não me invade
Se me preza como amiga
Não me venha com modernidade
Compreenda a discrição
E perceba que uma tarde
De conversa sem pretenção
É bem mais atraente
Bem mais cativante
Sem piada indecente
Sem insinuação
Não me venha com modernidade
Me ensine a dançar sua dança
Só me interesso pela verdade
Se não há conquista, me cansa.

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