quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O que me dói é seu lindo sorriso tão longe de mim e igual
O que me dói são os seus amigos nesse lugar que mal conheço
O que me dói é que nunca fomos, de fato, um casal
O que me dói são esses olhos tão puros que eu enlouqueço
O que me dói é você querer manter essa fama de mau
O que me dói são suas palavras tão doces que eu não mereço
O que me dói é você não ter me visto nesse natal
O que me dói são os sentimentos que tímida não transpareço
O que me dói é você não priorizar e me encher de rival
O que me dói são esses joguinhos que tonta desconheço
O que me dói é você não me dar logo um aval
E de tanta desatenção eu saber que muito em breve eu te esqueço.

Cinzas (ou De outros Carnavais)

Faz um dia que não te quero mais
Prioridade é valor importante
Vinte e quatro horas não é demais
Mas pra mim é um passo gigante
Parei de nos ver em outros casais
Estou descartando o restante
Dos cacos que catei como cristais
E coloquei na estante
No corpo estão suas digitais
Vou ter que lavar bastante
Te lembrarei em outros Carnavais
Com um olhar bem distante
E se nos virmos seremos cordiais
E isso será torturante
Se nos fizermos perguntas banais
Contigo serei tolerante
Porque em meio a papos triviais
Me mostrarei instigante
E diante de ideias paradoxais
Me lembrará como amante
Em pensamentos pouco morais
E de olhar penetrante
Mas como em todas as relações sociais
Terminará o instante
E nos despediremos naturais
Porque você se garante.