terça-feira, 1 de outubro de 2019

Eu sinto sua falta nesses dias que a gente se desencontra. Desencontro de momentos, desencontro de corpos ou de pensamentos. Eu sinto. Sinto sua falta se vou dormir, quando penso no emaranhado de pernas e na organização desorganizada do pescoço. Sinto saudade do seu carinho, do seu abraço. E de como me ajeita no seu braço com jeitinho pra não me acordar. Sinto saudade porque você me acorda todas as vezes, sem querer. A falta está no dia-a-dia das nossas viagens só nossas, porque todo lugar com você é bom demais. É nosso. E, as vezes, eu quero viajar nem que seja pra essa mesma cidade pra que a gente possa ficar junto um pouco mais. Sinto a sua falta o tempo todo, as vezes sinto a sua falta com você aqui. Saudade com você ao meu lado. No caminho pra casa.  Eu já sinto sua falta. E se respondemos “Graças a Deus” ao fim da missa, eu agradeço por tudo. Mas ali já começo a sentir. A falta. Queria que você estivesse aqui quando eu sinto sua falta. E de todas essas coisas. As vezes, eu sinto sua falta de corpo presente porque, no fundo, eu sei que seu pensamento também foge. Não é que fuja de mim, porque nos amamos tanto. Mas foge. Foge do mundo. Das pessoas. Do convívio. Sinto muita falta do seu amor. Muita. Seu amor que me preenche e depois, na ausência, só me enche de faltas. Esse amor que gera falta. Mas que o sinto. Se em presença. Já que esse amor é como o pensamento. Gera falta porque, as vezes, foge. Voa. Seu amor tem esconderijo. Se o deixa se esconder em mim, sentirei tudo. Ainda que falte palavras. Ser esse amor. Do amor. Sei que pensa em mim. Mas quando não quer encarar. Não olha de frente. Pra falta. Pro amor. Dói. E eu sinto sua falta. Porque amar dói um pouquinho. Mas dói mais a falta. E mais ainda se aqui só falta você.