sexta-feira, 12 de abril de 2019

Viu e sentiu. Tanta gente à sua frente. Vicente, sentia na tarde a dor pungente. Doer por não se ver doente. Vi quem sente tão somente e não mente. Se vir, sentir seu ser. Dormente. Se mete. Em mente insana, com um vicio permanente. Se planta uma semente. Diferente. Mas o furor te decepou, decepcionado. E descrente furtou-se os ouvidos, os sentidos, as orelhas, os amigos. Tão calados. Isolado. Gira a mente e o girassol sob o sol ou noite estrelada o mundo gira a mão cansada, sente a cada pincelada a dor do mundo e a dor da mente. 
Século vinte e um, meu pai 
fugiu da casa que alugou
Pra vir morar com a gente e sai 
sem explicar se mudou 
E mais, também quer que eu parta. 

Século vinte e um, e eu 
Me formei em mais um lugar 
Na profissão que o amor me deu 
Mas que nunca vai sustentar
Mais uns anos de vida farta. 

Século vinte e um, o mundo 
está tão cansado, 
o Rio está destruído 
E o povo está desfalcado
Cansado de ser traído 
Por gente que lhes descarta.