Você já está com uma situação entalada
E alguém te humilha até dar taquicardia
Você está sozinha e resolve curtir na balada
Vem uma pessoa bêbada e te chama de vadia
Você não entende mas sofre calada
Vem uma pessoa e diz que essa não é uma atitude sadia
O mundo está te deixando entediada
E um sujeito discorre sobre sua rebeldia
Você está engordando e pede uma salada
Vem com vinagre e te deixa com azia
Você está com medo de nunca ser amada
Mas se envolve com um cara que não te liga no outro dia
Você percebe que anda muito cansada
Mas todos entendem como se estivesse arredia
E se desistiu de agradar e não liga mais pra nada
Vira assunto por excesso de ousadia.
"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas." Clarice Lispector
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Subo nesse palco
Minha alma cheira a naftalina
Minha boca cheira a álcool
Só aguenta quem beber
Com omelete de clara
Só quem mantiver a forma
No mercado tem valor
Mesmo não tendo sabor
Desemprego e se sujeitar
A ouvir outro te espezinhar
Estou prestes a sucumbir
Mas não tenho pra onde fugir
Sem projeto pra trabalhar
E no teste ninguém vai passar
Sem dinheiro pra existir
Mais um artista sem ter pr'onde ir.
Minha alma cheira a naftalina
Minha boca cheira a álcool
Só aguenta quem beber
Com omelete de clara
Só quem mantiver a forma
No mercado tem valor
Mesmo não tendo sabor
Desemprego e se sujeitar
A ouvir outro te espezinhar
Estou prestes a sucumbir
Mas não tenho pra onde fugir
Sem projeto pra trabalhar
E no teste ninguém vai passar
Sem dinheiro pra existir
Mais um artista sem ter pr'onde ir.
Assinar:
Postagens (Atom)