quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nua e Crua.

Como posso eu em delirio servir ao divino
Olhando em seus olhos me sinto um verdadeiro algoz
Queria esquecer, me mudar e fugir do destino
Mas vejo o quanto o amor escraviza e me engole feroz

Se hoje a roda me afortuna
Amanhã pode ser a sua vez
Se o sorriso do amado te importuna
Também recordo a dor que ele me fez

Queria te falar que a culpa não foi minha
Nem condeno seu rosto por também amar
No amor, só me sinto sua vizinha
E te vejo no direito de se machucar

Mas entenda o meu lado pecador
Minha fronte que seca de vergonha
Me desculpe a lamúria, não há dor
Essa face que de amar, se fez risonha

Eu entendo que agora não me aceita
Tenho, em mim, o poder de suportar
Mas chorar no colchão que ele se deita
É injusto para quem teve que esperar

E já disse e repito sem ter medo
Que no fundo nunca sei o que vai vir
Mas queria confessar-lhe esse segredo
Não me sinto em poder de competir
Se aceito ser feliz como um brinquedo
Também não vou te impedir de reagir
Somos mesmo as mais unidas pelo medo
Esse medo de perder, dele fugir.


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