quinta-feira, 8 de novembro de 2012


Soneto do Privilégio

Não percebo dentre os índios esse peso
Mas em tribo há mais horror que alicerce
O seu grupo socialmente prevalece?
Ou despiu-se, se calou, saiu ileso?

Pertencer a uma classe é privilégio
Ser em regra a exceção também é vício
O soneto então se torna um sacrifício
Revolver ao obscuro é sortilégio

E tão torta quanto à moura na beirada
A mulher só é ouvida quando há grito
Esquivando-se do ódio da discórdia

Repetindo ou se tornando uma prosódia
Não consegue se livrar daquele rito
Explodindo de entender sem saber nada.

 http://educacaoemfoco.com/wp-content/uploads/2011/08/historia-Moura-torta-capa.jpg

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