quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Aprendi que nada é radical. Nem essa afirmação. Tem limite até para auto-ajuda. Nunca me considero conhecedora de algo, há sempre um ponto de vista a ser explorado. Ainda que profundo, ainda que difícil de acessar. A vida não tem fórmula mágica. O que funciona pra mim é diferente do que funciona para os outros. Mas é chato não poder ser bom. As pessoas desrespeitam as boas intenções. Como se um motivo egoísta para uma boa intenção o fizesse pior que uma má intenção pura e simples. Falso! O “inferno” está cheio é de más intenções. Parece inocente o que eu digo? Não é. Existem muito mais pessoas pra desqualificar uma boa conduta, que para questionar uma má. Isso porque as pessoas simplesmente não aceitam que as outras sejam leais, gentis, corretas, éticas. Enquanto alguns chamam fazer o óbvio de “politicamente correto” pejorativamente, outros arrumam cada dia mais formas de acusar de más,  pessoas que se equivocam em mínimas atitudes, no intuito patético de ridicularizarem seus acertos. Isso é risível. “Acertar não está disponível no momento, senhor! Volte outra hora.” Será possível? Toda atitude certa em um ser humano que erra virou hipocrisia. Galera, é assim que funciona mesmo. Já estava no script. Ora! Uma pessoa pode fazer caridade e comer carne, sim. Que tipo de planilha fajuta é essa que a pessoa que procura fazer o bem, hoje em dia, precisa seguir? As falhas vão continuar, mas deixem o povo tentar ser bom do jeito que pode. Não me venha com essa história. Pra mim, isso é atraso. Cada dedo apontado para uma pessoa bem intencionada gera, no máximo, mais uma desistente! Quantas mais precisaremos perder para a patrulha do “inferno tá cheio”? Simplesmente sigo, com minhas próprias ideias. Mas sigo. Porque de ditadores do comportamento humano, sim, o inferno deve estar enfestado. Simplesmente pra que você desista de acertar. 

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