sábado, 15 de outubro de 2016

Soneto de Fidedignidade (ou Com o perdão da palavra) - versão do Soneto de Fidelidade do Vinicius de Moraes

De tudo o meu amor será isento
Torço o tornozelo e dói-me tanto
Que mesmo a face
Do maior espanto
Dele hei de esconder o sentimento

Quero vir vê-lo em cada movimento
E em meu fervor hei de gozar um tanto
Se ruborizo é que ainda encanto
Se ele pesar mantenho o movimento

E assim quando é tarde e me procura
Quem sabe é sorte a angústia de que vivo
Quem sabe a minha razão esteja na cama
Eu posso te falar: Tesão, querido!
Que isso seja carnal posto que é chama
E que seja infinito enquanto duro.

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